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Edição de 20-07-2017
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Arquivo: Edição de 13-07-2017

Secção: Opinião

Opinião
E tudo o vento levou
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“Atrás de mim virá, quem de mim bom fará...”

1. Nos últimos dias temos lido que os municípios à volta da Covilhã têm nas mãos “bombas ao retardador” prestes a explodir, com dívidas astronómicas à AdZC- Águas do Zêzere e Côa, entidade que agregou os sistemas de cada município no setor das águas e saneamento.

2. E de onde vêm as dívidas? A explicação é simples. Os municípios distribuem a água a preço inferior ao faturado pela AdZC, recebem as receitas e não pagam as faturas a quem lhes vende a água em alta e trata o saneamento. Seria um “negócio da China” se agora não viesse tudo ao conhecimento público, quando a dívida total dos municípios vizinhos já vai em 100 milhões de euros.

3. Aquando das negociações para criação deste sistema há cerca de 15 anos, fui muito criticado porque recusei a integração da Covilhã, antevendo o negócio ruinoso que se avizinhava. Não queriam pagar a preço de balanço os ativos a integrar e propunham-se cobrar tarifas altíssimas na água. Quanto ao saneamento, até a água das chuvas queriam que fosse incluída nos caudais a pagar por cada município.

4. À época, vários “deslumbrados” (autarcas e partidos) fustigaram-me enquanto responsável pelo município da Covilhã por não alinhar nas determinações vindas de Lisboa.

5. Alguns chegaram mesmo a colocar ações judiciais contra o município da Covilhã por não ter integrado a AdZC, quando hoje, num estado de amnésia averiguada, anunciam ações judiciais para sair do sistema.

6. Qual o significado desta situação?

a) É que hoje a Covilhã mantém um património de mais de 70 milhões de euros de infraestruturas de águas e saneamento.

b) Domina as tarifas a praticar sem dependências externas que as influenciem.

c) Tem um tarifário que – praticando os outros municípios uma política de verdade na relação com a AdZC, isto é pagando o que devem – seria inferior à atual relação em vigor.

7. Este desastre económico e financeiro no setor revela que a coesão regional, em matéria de relação com a Administração Central, ou é revista para uma unidade de ação ou a cedência a troco do mero oportunismo partidário de alguns manterá a região longe da sua afirmação plena, na defesa do interesse das populações.

Por: Carlos Pinto*

*Antigo presidente da Câmara da Covilhã


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