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Edição de 16-11-2017
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Secção: Em Foco

Secretário de Estado do Ambiente assegurou que caso não sejam tomadas medidas de imediato aquelas duas regiões serão as mais afetadas pela seca no pico do Verão
Beira Interior e Alentejo podem chegar a agosto sem água
Por: Sara Guterres
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Sabugal, Figueira de Castelo Rodrigo e Almeida são municípios que sofrem, anualmente, as consequências das temperaturas severas e do aumento populacional
Sabugal, Figueira de Castelo Rodrigo e Almeida são municípios que sofrem, anualmente, as consequências das temperaturas severas e do aumento populacional  Clique na imagem para a aumentar.
A Beira Interior e o Alentejo poderão ser as zonas mais afetadas pela seca no pico do Verão, podendo «chegar a agosto sem água para as populações se não forem tomadas medidas de imediato», alerta o secretário de Estado do Ambiente.

«É preciso tomar medidas de contenção de consumos, criar regras e sobretudo alertar para a situação gravíssima que estamos a viver», sublinhou Carlos Martins na semana passada. Em junho, cerca de 80 por cento de Portugal Continental encontrava-se em situação de seca severa e extrema, de acordo com o boletim climatológico divulgado na quinta-feira pelo Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA). Em consequência, o Governo vai ativar a Comissão Permanente de Prevenção, Monitorização e Efeitos da Seca, criada há cerca de um mês, e avançar com um plano de contingência. Os números do Sistema Nacional de Informação mostram que dezoito das 60 barragens do país entraram no Verão com menos de metade da água que conseguem armazenar.

De acordo com o índice meteorológico de seca revelado pelo IPMA – que tem em conta os dados da quantidade de precipitação, temperatura do ar e capacidade de água disponível no solo –, a 30 de junho mantinha-se a situação de seca meteorológica em quase todo o continente verificando-se, em relação a 31 de maio, um agravamento da sua intensidade. Ainda segundo o IPMA, a primavera de 2017 foi a terceira mais quente desde 1931, a seguir à de 1977 e 2011.

Zonas críticas no distrito da Guarda

Sabugal

No distrito da Guarda, há algumas zonas mais críticas e que, habitualmente, costumam “sofrer” as consequências das elevadas temperaturas. O município do Sabugal é uma delas, tendo em conta que em agosto, além das temperaturas severas, vê a população triplicar com a chegada de emigrantes e visitantes. A O INTERIOR, o presidente da Câmara considera que «esta afirmação do secretário de Estado, nesta fase inicial, é despropositada», acrescentando que tais declarações «criam um alarme social perfeitamente evitável»: «Penso que é muito mais sereno as instituições comunicarem e trabalharem entre si para se prepararem para eventuais dificuldades do que estarmos agora a antecipar acontecimentos», refere António Robalo. O autarca sabugalense afiança que possivelmente «haverá algumas dificuldades em termos de água e abastecimento» e, como tal, este recurso tem que ser «acautelado». Embora ainda não tenha sido estabelecida nenhuma medida de racionalização do consumo, o autarca adianta que o município «está preparado» e que assegurará que a água chega a toda a população, bem como aos animais. «Temos captações que estão desativadas e que podemos pôr em funcionamento a qualquer momento, em caso de necessidade», afirma. A autarquia revela ainda que vai tomar medidas para apoiar os agricultores que estão com problemas no fornecimento de água aos animais, tendo sido sinalizados casos nas localidades de Batocas, Aldeia da Ribeira, Vilar Maior e Aldeia da Ponte.

Almeida

António Baptista Ribeiro, presidente da Câmara de Almeida, confessa que «durante os meses mais quentes» podem acontecer casos pontuais de falta de abastecimento de água, mas «são situações de passagem». «Preocupa-me se esta situação acontece em dias sucessivos e isso está fora de causa», assegura. O autarca adiantou a O INTERIOR que o município, que recebe água das barragens de Santa Maria de Aguiar e do Sabugal, já contactou os responsáveis e que «os níveis de água em ambos os casos não são alarmantes para conseguirmos concluir que haverá falta de água este Verão». Contudo, António Baptista Ribeiro não descarta a possibilidade de isso acontecer e acrescenta que «se podemos ser parte da solução, nós vamos prevenir, mas não vamos deixar, por agora, de regar jardins». «Não vamos já tomar medidas, mas estaremos atentos», sublinha o edil.

Figueira de Castelo Rodrigo

Tal como o edil sabugalense, também Paulo Langrouva acredita que o município de Figueira de Castelo Rodrigo «não terá problemas com a água» neste Verão, afirmando que a edilidade tem «estado em estreita colaboração com a Águas de Portugal», no sentido de melhorar a qualidade e o abastecimento da água, criando um reservatório adicional.


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