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Edição de 07-12-2017
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Arquivo: Edição de 15-06-2017

Secção: Opinião

Ponto de partida
Tempo de leitura: 3 m
 
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As principais candidaturas às próximas autárquicas apresentaram já os seus candidatos e começaram a colar os primeiros cartazes. Sabemos ainda muito pouco sobre o que se propõem fazer, ou com que equipas se propõem fazê-lo.

A acreditarmos na inteligência e clarividência dos eleitores, eles irão antes das próximas autárquicas avaliar as necessidades dos seus concelhos e freguesias, confrontá-las com os diagnósticos dos candidatos, escolher o que oferecer as melhores propostas para a satisfação dessas necessidades, e julgá-los daqui a quatro anos perante o resultado obtido.

Os diagnósticos costumam ser fáceis. O da Guarda, por exemplo: uma população envelhecida, um mundo rural em rápida extinção, uma Câmara endividada, uma cidade demasiado dependente do emprego público, de onde os jovens vão embora e para onde se vem por pouco tempo ou apenas de passagem. Há depois as necessidades mais simples, de mais fácil concretização, mas que por alguma razão ninguém ainda enfrentou realmente: a Alameda da “Ti Jaquina”, que resolveria boa parte dos problemas de trânsito, um parque de estacionamento subterrâneo no centro da cidade, a reabertura do Hotel de Turismo da Guarda, a reflorestação do concelho com as espécies tradicionais.

Deveria o eleitor estar atento ao que lhe vai ser prometido para resolver ou ajudar a resolver estes ou outros problemas e ponderar a pertinência das propostas apresentadas, mas o que tem acontecido demasiadas vezes é deixar-se convencer pelos truques do marketing político ou por uma ou outra frase de efeito fácil que lhe fique no ouvido. Já aconteceu antes e vai continuar a acontecer, repetidamente.

Mas existe um campo de análise que torna mais difícil este tráfico de ilusões: o do confronto do que foi feito com o prometido ou o que precisava de ser feito. Este julgamento é mais objetivo, mais difícil de iludir com os habituais truques de retórica, mais propício também ao surgimento de uma campanha eleitoral inteligente.

Cabe agora aos candidatos a ocupar o posto dizer o que teriam feito de melhor, que oportunidades teriam aproveitado, que erros foram cometidos, como infletiriam a curva de empobrecimento e abandono, como se apresenta a cidade perante o diagnóstico que o incumbente fez há quatro anos. Cumpriu, ou não?

No caso específico dos eleitores da Guarda, que peso vão ter na sua decisão na hora de votar as novas rotundas (algumas necessárias, outras não), o embelezamento (bem sucedido) do Jardim José de Lemos, a repavimentação de ruas, a FIT, mas também o corte arbitrário de árvores, a perda de relevância do Teatro Municipal, a continuação do encerramento do Hotel de Turismo, a contínua diminuição da população do concelho, o aumento de impostos?

A discussão que se vai necessariamente seguir promete. Oxalá os diagnósticos sejam corretos, surjam boas propostas e os eleitores julguem com justiça.

Por: António Ferreira


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