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Edição de 17-08-2017
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Arquivo: Edição de 16-03-2017

Secção: Política

Adolfo Mesquita Nunes, candidato do CDS à Câmara da Covilhã
«A Covilhã está parada no tempo e isso é visível se a compararmos com outras cidades da Beira Interior»
Tempo de leitura: 6 m
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P- Quais as suas ligações à Covilhã?

R- Cresci aqui, vivi aqui, estudei aqui. Saí da Covilhã quando fui fazer o curso, a partir daqui as vindas à Covilhã eram para estar com a família e nas férias.

P- É candidato à Câmara da Covilhã para fazer um favor ao partido?

R- Foi por considerar que tenho a energia necessária para reunir a melhor equipa e pôr em prática as melhores ideias para a Covilhã. Venho com vontade de vencer e de dar o meu melhor. Sempre estive ligado à cidade e acho que ela parou no tempo e que posso protagonizar uma nova energia para a Covilhã, este é aliás o nosso slogan.

P- Sabe que vai ser acusado de ser um “paraquedista”, o que vai responder a essas pessoas?

R- Não tenho nada a ver com as guerras em que a Covilhã tem estado nos últimos anos, não tenho nada a ver com as gestões camarárias que trouxeram a Covilhã até aqui, não tenho qualquer necessidade de ter um lugar político aqui e, portanto, só regresso à minha cidade porque tenho muita vontade de fazer algo por ela, caso contrário continuaria na minha vida em Lisboa.

P- O que o distingue dos outros candidatos?

R- Essa é uma resposta que só os covilhanenses lhe vão dar. Aquilo que eu tenho procurado fazer é afirmar o meu projeto pela positiva, sem me referir em tom crítico aos meus adversários políticos, que respeito pessoal e politicamente. O que posso trazer é uma energia nova, ideias novas e uma ambição nova, com uma capacidade de voltar a pôr a Covilhã no mapa onde já esteve há algum tempo e que deixou de estar.

P- Se for eleito o que tenciona fazer na Covilhã? Quais os principais pontos do programa?

R- Investimento, vamos criar uma equipa especializada na captação e na manutenção do investimento porque sem investimento a cidade para. Oportunidades e emprego, queremos tornar a Covilhã na cidade do interior onde é mais fácil iniciar uma empresa, um negócio. Turismo, vamos aproveitar de vez as potencialidades turísticas da cidade com as repercussões económicas que isso tem. Queremos também dinamizar a vida cultural e animação da cidade, sem as quais não é possível reter as pessoas, nem convidar outras para vir à Covilhã. Estas são as minhas quatro prioridades e penso que os covilhanenses se identificam com elas.

P- Caso não seja eleito presidente, mas o partido tiver votação para eleger um vereador, vai assumir o lugar?

R- Já disse isto, mas não tenho qualquer problema em repeti-lo. Serei presidente da Câmara da Covilhã se os covilhanenses assim quiserem e eu penso que é possível conseguir. Serei vereador da oposição se os covilhanenses assim decidirem, com muito orgulho e com muito empenho.

P- Tendo em conta que já está fora há alguns anos, não teme que os covilhanenses não o conheçam?

R- Tenho a convicção que os covilhanenses conhecerão a minha energia, a minha liderança e capacidade de mobilização de equipas de diferentes setores da sociedade e da política em nome de um bem comum. Estou perfeitamente convencido de que até ao dia das eleições essa marca, essa energia, ficará conhecida.

P- Que balanço faz do Movimento Acreditar Covilhã apoiado pelo seu partido? Foi uma experiência que serviu de base para a sua candidatura quatro anos depois?

R- Foi uma oposição construtiva, na qual o CDS se empenhou sem procurar colonizar o movimento que era independente e se manteve independente até ao fim. Penso que esta minha candidatura é algo de diferente. Tenho todo o gosto em receber todos aqueles que fizeram parte desse movimento, como outras pessoas de outros quadrantes políticos. Acho que a Covilhã atingiu um ponto de tal forma dramático, parou no tempo, digamos assim, que é urgente um projeto assente na capacidade de liderança e no protagonismo. Acho que posso protagonizar isso, trazendo para a minha equipa pessoas de diversos setores.

P- Mas acha que foi isso que faltou no MAC?

R- Não é a mesma coisa fazer um balanço de um movimento que pôde governar, ou de um movimento que esteve na oposição. Penso que, dentro do movimento, os eleitos pelo CDS estivera à altura daquilo que o movimento esperava deles e daquilo que aqueles que votaram no movimento esperavam dele.

P- Que balanço faz do mandato Vítor Pereira?

R- Pode parecer estranho, mas não estou muito interessado em fazer comentários sobre esta presidência ou as anteriores. O meu diagnóstico está traçado, mas agora vamos falar de futuro e de propostas. Não quero fazer política, criticando os meus adversários.

P- Há quem diga que com este novo executivo a Covilhã perdeu importância no contexto regional, o que pode ser feito para recuperar esse protagonismo?

R- Já referi que a Covilhã está parada no tempo e isso é visível se a compararmos com outras cidades da Beira Interior. É essencial que os covilhanenses percebam que uma cidade do interior para conseguir singrar, voltar a ter essa relevância, esse papel central, precisa de uma liderança criativa, enérgica, ambiciosa e capaz de ir buscar investidores, de falar a mesma linguagem que eles, saiba ir buscar atividade cultural, consiga perceber a sua relevância, que perceba de turismo e consiga criar condições para a criação de empresas. É por isso que eu acho que posso ser a alternativa a esta Câmara.

P- Esses são os pontos que poderão fazer a Covilhã recuperar os protagonismos de outros tempos?

R- Sim, por isso os identifiquei como os meus eixos prioritários. É muito vantajoso que um candidato apresente as suas prioridades e em número limitado. Quem apresente páginas e páginas de programa, em que tudo é uma prioridade, é um candidato que vai falhar, portanto eu assumo que são essas as minhas prioridades e vou focar-me todos os dias até conseguir o meu resultado.

P- Fala-nos de turismo, umas das duas áreas de intervenção, o que acha que pode ser feito neste campo pela Covilhã?

R- A Covilhã não aproveitou ainda de forma séria o seu potencial turístico, provavelmente ainda não encarou o turismo como uma prioridade e quando me perguntam pela neve, eu costumo dizer que olhar para a Serra da Estrela e só ver neve é já estar no caminho errado. Não é que a neve não seja relevante, mas temos que ter serra 365 dias por ano. Se o presidente da Câmara não considerar o turismo como um atividade estratégica, então ela nunca se vai desenvolver. Eu assumo-a como atividade estratégica. Terei ideias e propostas concretas no meu programa, e não texto corrido.

P- Como vê a eventual candidatura de Carlos Pinto?

R- Acho que a decisão de alguém se candidatar é uma decisão individual que devemos respeitar. No meu caso, houve o apelo que senti de regressar à minha cidade e trabalhar por ela. Eu respeito também as decisões de todos os outros candidatos, é de salutar que isso aconteça.


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