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Edição de 23-03-2017
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Arquivo: Edição de 16-03-2017

Secção: Em Foco

Presidente da Federação da Guarda do PS pede ao ministro da Saúde para nomear um elemento de confiança dos socialistas para a nova administração da ULS
Email trama António Saraiva
Por: Luis Martins
Tempo de leitura: 4 m
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«Não foi uma ameaça, mas só um alerta relativamente ao processo de formação do novo CA da ULS», afirma António Saraiva
«Não foi uma ameaça, mas só um alerta relativamente ao processo de formação do novo CA da ULS», afirma António Saraiva  Clique na imagem para a aumentar.
«O ministro da Saúde é soberano na escolha do próximo Conselho de Administração da Unidade Local de Saúde (ULS) da Guarda», garante António Saraiva, no rescaldo a polémica causada pelo email enviado ao ministro da Saúde. Na sexta-feira, o presidente da Federação do PS escreveu a Adalberto Campos Fernandes ameaçando retirar-lhe «a confiança política» se este não nomear um elemento da confiança dos socialistas guardenses.

Em causa está a nova administração hospitalar. Há algumas semanas o ministro convidou Isabel Coelho para presidir à ULS guardense e deu-lhe carta branca para formar a sua equipa. Após algumas negas, a médica, atual diretora do Unidade de Saúde Familiar “A Ribeirinha” e antiga responsável da Sub-Região de Saúde da Guarda, convidou a dermatologista Fátima Cabral para a direção clínica – que pediu tempo e algumas condições para decidir –, mas o nome não caiu bem junto de alguns dirigentes e autarcas do PS local. Tudo porque a médica do Hospital Sousa Martins tinha ocupado o cargo entre 2011 e 2012 no curto mandato da social-democrata Ana Manso. O sino tocou a rebate entre os socialistas e após ser confrontado por autarcas e dirigentes, António Saraiva lavrou o protesto num email remetido também à secretária-geral-adjunta do PS, Ana Catarina Santos, e a Luís Patrão, secretário nacional para a administração no partido.

No documento, a que O INTERIOR teve acesso, o dirigente lamenta que o próximo CA não integre «um único elemento da plena confiança das nossas estruturas locais e concelhias» e considerava que se tal se confirmar o PS sairá «desacreditado» em termos distritais. António Saraiva avisava ainda que a Federação poderá «demonstrar publicamente a não confiança política aos responsáveis por esta decisão e à equipa» que for nomeada. E acrescentava que alguns membros dos órgãos distritais do partido poderiam «desvincular-se» e que alguns candidatos autárquicos também poderiam desistir. Na “corrida” ao lugar de vogal do CA estão António Carlos Santos, antigo presidente da Associação de Dadores de Sangue e da delegação local do Inatel; Nuno Laginhas ou mesmo Vítor Santos, ex-vereador da Câmara da Guarda. Na terça-feira, o líder federativo confirmou a O INTERIOR ter escrito a Adalberto Campos Fernandes, mas «só para fazer alguns alertas, não foram ameaças,» relativamente ao processo de formação do novo CA da ULS. «Foi um alerta perante rumores e boatos sobre nomes que alegadamente integrariam o Conselho de Administração e algumas reações da sociedade civil e do corpo clínico do hospital», sublinha.

De resto, o presidente socialista diz que a escolha de Isabel Coelho não merece reparo: «É o nome indicado pelo PS, que teve sempre a nossa confiança e continua a ter neste momento», afirma. António Saraiva queixa-se ainda que o teor do email foi «invertido» para fazer «aproveitamento político, nomeadamente por parte de alguns órgãos de comunicação social, talvez até de gente de dentro do meu partido». Ao que O INTERIOR apurou, o ministro da Saúde desvalorizou a pressão e recusa nomear gestores «com base na lógica do aparelho e da pertença partidária».

PSD acusa PS de «tentativa de assalto» à ULS

A polémica já mereceu uma reação da Distrital do PSD, que, em comunicado, manifesta o seu «mais veemente repúdio pela despudorada tentativa de assalto» do PS distrital ao CA da ULS.

«Nunca, em momento algum, se viu um ensaio tão desavergonhado de apropriação de lugares e órgãos do aparelho do Estado por parte de um partido político. A operação que o PS desencadeou, e que hoje, para infelicidade e desonra do nosso distrito, foi notícia em todo o país, é de uma gravidade a toda a prova», sustenta a estrutura presidida por Carlos Peixoto. Para o PSD da Guarda, o PS comporta-se «como uma agência de emprego para os seus dirigentes, ao invés de se preocupar em apresentar propostas e soluções para os problemas com que se debate o distrito».


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