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Edição de 12-10-2017
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Arquivo: Edição de 16-02-2017

Secção: Atualidade

Projeto de António Saraiva escolhido para a construção de um memorial em Newark
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O projeto do arquiteto guardense António Saraiva foi o escolhido, entre quatro finalistas, para a construção, em Newark (Nova Jérsia), de um memorial dedicado aos veteranos luso-americanos que combateram nas diferentes forças militares dos Estados Unidos.

A proposta mereceu a aprovação de um júri especializado e será erigida no Independence Park, naquela cidade norte-americana onde reside uma das maiores e mais influente comunidade de emigrantes portugueses. O arquiteto admite que recebeu a decisão «com grande satisfação», acrescentando que «é com orgulho que vejo a Guarda, representada por um guardense, ser uma marca do lado de lá do Atlântico». Questionado sobre se alguma vez esperava vencer, António Saraiva nota que se trata de «um concurso internacional, nos EUA, e quando vamos para um concurso dessa envergadura vemos com muita reserva a possibilidade de ser o contemplado».

O monumento tem como objetivo honrar e imortalizar, de forma perene, os feitos dos combatentes que contribuíram para a construção da nação americana e para a edificação da Paz e da Liberdade em vários pontos do globo. Quanto à peça em si, todo o conjunto é envolto de forte simbologia.

Desde logo, o pavimento de granito em quadrícula, remete-nos para o jogo de xadrez, jogo de estratégia, de campo de batalha, e os pontos de água transmitem o dinamismo, a força e a acção dos combatentes.

Por sua vez, os cubos e paralelepípedos em granito simbolizam os obstáculos e as dificuldades inerentes ao campo de batalha e em simultâneo os combatentes que caíram nesses mesmos lugares.

Sendo as duas espirais assumidamente os elementos homenageantes, neste contexto do monumento simbolizam o perpetuar, o elevar, os feitos dos combatentes. O ascender do interior para o exterior simboliza o partir dos Estados Unidos para vários pontos do Globo.

Por sua vez a espiral que se desenvolve em altura para o centro remete-nos para a vinda dos membros da Comunidade Portuguesa do seu país para a nação Americana e para a qual contribuíram para o seu crescimento e elevação. Esta é encimada pelo brasão dos veteranos como referência máxima no âmbito da homenagem. A interligação das duas espirais representa a união entre as duas culturas ao serviço de uma causa comum.

Os soldados representados em silhueta ou recortados na espiral pretendem, para além de representar os combatentes, homenagear o sacrifício humano e a coragem pessoal de cada um deles. Transmitem ainda toda uma participação ao longo da história dos EUA, já que o tipo de configuração imputada a cada uma das figuras remete-nos, pela sua silhueta, para uma evolução temporal em termos de exército.

Por último as pombas, como elemento universal representativo da Paz, não poderiam simbolizar outra coisa que não fosse precisamente a Paz, como objectivo único nesta união de culturas.


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