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Edição de 18-05-2017
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Arquivo: Edição de 05-01-2017

Secção: Opinião

Agora Digo Eu
2017
Tempo de leitura: 4 m
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2017 vai ser, sem dúvida, um ano extremamente importante. 2017 vai ficar na História como o ano em que Donald Trump toma posse como 45º presidente do país mais poderoso do mundo. À parte da preocupação, esperamos que o novo presidente nos surpreenda pela positiva, se esqueça de algumas disparatadas promessas da campanha eleitoral, não feche fronteiras e assuma o papel de locomotiva da política e economia mundial.

Guterres é agora outro dos protagonistas. Tem desafios (quase) impossíveis e terá de surpreender pela positiva. E não falamos apenas no conflito na Síria e tudo que lhe está associado. É o Médio Oriente. É África. É a América Latina. É a interligação à União Europeia e a intolerância de alguns países europeus. É a difícil resolução, quiçá o estancar da fuga dos refugiados e de todos os problemas que ele tão bem conhece. São as vivências, as incompreensões, o processo grego que deixou Tsipras completamente sozinho, etc. etc. etc.

Merkel, candidata ao 4º mandato, e quer se goste quer não, a chave de todas as resoluções europeias, nessa mescla consentida entre ricos do norte e pobres do sul, todos no bolso com a mesma moeda, entre os que emprestam e os que se endividam, entre o leste e o oeste, entre o peso que os emigrantes representam e a contribuição entre culturas e vivências diferentes. A eleição da chanceler fará, naturalmente, toda a diferença.

E depois temos a França. O país da revolução. A eleição disputada entre a perigosa extrema-direita, a direita tolerada e a esquerda possível. O discurso do populismo fácil da direita e a dificuldade da esquerda em fazer perceber que a democracia é o conceito viável no velho continente, nesse país que sempre nos disse que a Liberdade, a Fraternidade e a Igualdade são princípios realizáveis.

Que seja o ano novo a tocar consciências para que a construção europeia se faça, acordando políticos acomodados para perceberem em definitivo naquilo que a Europa se transformou, nesse esquema burocrático, desigual, num visível enfraquecimento do ideal europeu, quer a nível solidário, monetário, económico, bancário e ainda no complexo processo das migrações e refugiados com que não soube lidar, sem esquecer o terrorismo intolerante e fanático, sabendo estabelecer laços políticos com outros países, confederações e mercados que nos permitam responder positivamente a outros e novos desafios, mesmo percebendo que muitos membros tomam e irão possivelmente tomar atitudes de abandono onde a responsabilidade é, sem dúvida, de inúmeros políticos incompetentes, manhosos e interesseiros, que sem quaisquer princípios, se vão aproveitando de um sistema que está velho e caduco.

Se a Europa em 2017 não souber começar a redefinir-se e reestruturar-se, a esbater a política do euro que vai criando ricos e pobres e onde apenas os pobres vão vítimas, é certo e sabido que a União Europeia, tal qual a conhecemos, irá esboroar-se e dentro de 10 anos é mesmo uma miragem.

Portugal tem a ver com tudo isto, somando, naturalmente, o relacionamento que irá ter com a nova administração norte-americana, sem esquecer a China, a Rússia, o continente africano, com destaque para os PALOP’s. O nosso país precisa não apenas e tão só de estabilidade política, mas saber atrair investimentos que criem riqueza, emprego e que, naturalmente, exporte, consolidando as contas públicas deste cantinho que se deseja próspero, capaz, dialogante, equilibrado e economicamente sustentável.

Também nós, daqui a nove meses, cumprindo o calendário eleitoral, iremos a votos num processo da maior proximidade que o Portugal de Abril nos trouxe.

Oxalá os portugueses continuem a eleger os seus melhores nos 308 municípios, sem pressões, sem amarras, sem constrangimentos de qualquer ordem, garantindo todos os poderes, comunicação social incluída, que os cidadãos tomem decisões conscientes, permitindo expor projetos, denunciando a injustiça, o oportunismo, o amiguismo, a corrupção (mesmo a encapotada) e o processo se desenrole em plena liberdade. Liberdade essa que seja a mãe de todas as escolhas, percebendo que a tolerância é possível quando se pensa diferente, a ética a ciência moral a seguir, a humildade o valor sempre a considerar e a coragem a melhor de todas as decisões.

Caro leitor, votos de um ótimo 2017.

Por: Albino Bárbara


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