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Edição de 22-06-2017
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Secção: Opinião

Os últimos dias e o que aí vem de novo
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A concertação e os transportes

O acordo de concertação social alcançado em torno da atualização do salário mínimo nacional (SMN) deve ser valorizado. Ao contrário do que defende o PCP, o BE e até um significativo PS, o Governo não deve impor um SMN. O natural desejo do aumento do SMN não pode fazer perigar a sustentabilidade do próprio emprego. A sua atualização exige, assim, um diálogo sério entre empregadores, trabalhadores e decisores políticos. À esquerda apenas se podem queixar de António Costa lhes ter faltado à palavra. Novidade?!?

Só no primeiro semestre de 2016, os transportes de Lisboa e do Porto acumularam prejuízos superiores a 200 milhões de euros. Pior, superaram em muito os prejuízos previstos. CARRIS (+34%), STCP (+56%), Metro do Porto (+50%) e o Metropolitano de Lisboa (+92%). Esta é a fatura do “desgoverno das esquerdas”, um prejuízo que será pago por todos os contribuintes do país, incluindo aqueles que pagam os subsidiados transportes públicos de Lisboa e do Porto, onde não andam, e pagam os transportes públicos quando existem nos seus municípios, mas que não recebem qualquer subsídio do Estado. Um verdadeiro esbulho nacional.

Ainda os lesados

António Costa compra votos e paz social com uma fórmula simples: um dia alguém pagará. O exercício repete-se em várias frentes. Um dia alguém, melhor dizendo, todos nós, pagaremos a solução arquitetada para os lesados do BES. Nesse dia assumiremos a condição de “lesados dos lesados do BES”, sem que tenha sido feita qualquer destrinça entre os verdadeiros lesados do BES, ou seja, aqueles que foram enganados, daqueles que sabiam muito bem os riscos que corriam, mas que não se importaram, pois, durante anos ganharam dinheiro “a rodos” com investimentos especulativos.

E o Ano Novo?

O ano que ora deixamos para trás foi verdadeiramente um ano de gestão do imediato e não no futuro de Portugal e das pessoas. Nenhuma outra razão ou motivo poderá explicar a situação de degradação dos serviços públicos com a qual se entra neste novo ano; ou a situação do nosso sistema financeiro, com o principal banco português sem equipa em gestão devido às infindáveis trapalhadas do ministro das Finanças e de todo o Governo a acompanhar; ou a insustentável dívida pública que manifestamente inverteu a trajetória de redução ou o crescimento “macilento” da economia sem qualquer sinal de dinamismo.

Mas, hoje, sem aparente explicação, as ações europeias entraram em 2017 com o pé direito. E a bolsa nacional não foi exceção. No primeiro dia de negociação do ano, o índice da praça lisboeta fechou a primeira sessão a ganhar mais de 1%. O rumo desta matéria no velho continente foi determinado por dados positivos sobre a economia, nomeadamente em Itália e na Alemanha. Bons ventos se avizinham?? Veremos.

A expectativa é grande, a vontade de trabalhar por um país melhor também e ainda que o anseio de melhorar a vida das suas populações seja sempre o desejo de um Deputado e este não se possa resumir num “pedaço de papel”, bastava que alguns dos que os eleitos pelo interior do país reivindicam há anos se concretizassem para que o ano de 2017 se transformasse no mais justo e sustentável de todos. E nem era pedir muito.

Por: Ângela Guerra

* Deputada do PSD na Assembleia da República eleita pelo círculo da Guarda e presidente da Assembleia Municipal de Pinhel


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