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Edição de 16-05-2013
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Secção: Cara a Cara

Cara a Cara - Bruno Pais
«O meu objetivo é melhorar o 17º lugar de Pequim»
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Bruno Pais
Bruno Pais
P – Sempre acreditou que voltaria a estar presente nos Jogos Olímpicos ou chegou a temer que não iria conseguir qualificar-se?

R – Eu estava bem classificado na qualificação olímpica e a minha ida aos Jogos Olímpicos esteve quase sempre garantida. Este ano, em finais de abril, no campeonato da Europa estava um bocado reticente e aí ainda pensei que pudesse ficar de fora, mas depois a prova do México correu-me bem, fui 11º e isso garantiu-me logo a posição nos Jogos. A partir daí, já foi uma qualificação mais tranquila.

P – Foi uma grande satisfação?

R – Claro, qualquer pessoa ficaria satisfeita por participar numa prova desta importância. Eu era 20º do ranking olímpico, mas no início da temporada tive alguns azares e acabei em 31º. Obviamente que estou muito feliz com mais uma qualificação.

P – Que expetativas tem para a prova de Londres?

R – O meu objetivo é melhorar o 17º lugar de Pequim. Sei que vai ser muito difícil porque o triatlo está cada vez mais competitivo e vou ter de estar num dia “super”. O percurso onde vai ser realizado o triatlo destes Jogos Olímpicos é muito rápido e a prova não vai correr certamente ao nível que desejaria quem não estiver num dia bom. É um percurso muito rápido, será talvez a prova mais rápida e que vai demorar menos tempo do circuito mundial.

P – É uma prova que se adequa às suas caraterísticas?

R – Penso que não. Eu não sou um atleta muito rápido. Dou-me melhor com percursos mais duros de ciclismo, que provoquem mais desgaste para a corrida e em Londres isso não vai acontecer, mas vou ter de me preparar o melhor possível para aquele tipo de percurso.

P – Como está a ser feita a preparação?

R – Até agora, está a correr tudo bem. Está a ser a altura em que estou a treinar melhor este ano, não tenho tido nenhum azar e até ao final desta semana estou a fazer muito treino em termos de volume. No dia 1 de julho vou estagiar para os Pirinéus até ao final do mês. Depois, estamos cá uns dias em Portugal e vamos para Londres no dia 4.

P – Quais as suas ambições para o futuro no triatlo?

R – Vou tentar fazer mais outros Jogos Olímpicos, qualificar-me para o Rio de Janeiro em 2016 e outro dos objetivos é começar a fazer provas de meio “Ironman”, que é o chamado 70.3, e provas sem roda, que são diferentes das provas ITU, em que se pode andar em pelotão, e as provas que eu quero fazer é como se fosse um contra-relógio, em que não se pode andar em grupo. É mais direcionado para atletas que sejam fortes no ciclismo.

P – Vê-se como um exemplo para os jovens da Beira Interior que aspiram ter uma carreira a nível nacional e internacional no desporto?

R – Espero que sim. Pelo menos sempre tentei ser uma pessoa correta e que não tivesse falhas em nada. Sempre fui trabalhador e sempre trabalhei o melhor que consegui e espero que seja uma referência para muitos jovens.


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