Arquivo: Edição de 14-06-2012
Secção: Em Foco
Dados do primeiro trimestre de 2012 revelam que auto-estrada da Beira Interior perdeu quase 40 por cento dos veículos comparativamente ao mesmo período de 2011De acordo com estes dados, a A23 é a segunda mais afetada pela cobrança de portagens, a seguir à Via do Infante (A22), onde a circulação caiu mais de 56 por cento. A mesma tendência de diminuição de tráfego verifica-se também na ex-SCUT das Beiras Litoral e Alta (A25), que passou de um TMD no primeiro trimestre de 2011 de 12.821 viaturas para cerca de 9.773 em 2012. Segundo o INIR, a quebra foi de 23,8 por cento no primeiro trimestre deste ano. Já a antiga SCUT do Algarve (A22) perdeu mais de 56 por cento de veículos entre janeiro e março de 2012, período em que registou um TMD de 5.588 viaturas. No primeiro trimestre de 2011, ainda sem a aplicação de portagens, aquela auto-estrada teve um movimento diário de 12.889 viaturas. Assim, face ao ano anterior, segundo o INIR, a quebra do tráfego na A22 foi de 56,7 por cento.
Quanto à concessão Interior Norte (A24), o movimento diário nos primeiros três meses de 2011 foi de 6.071 viaturas mas, este ano, baixou para 3.684, ou seja menos 39,3 por cento. Recorde-se que a estas vias, portajadas apenas desde dezembro de 2011, somam-se ainda as três antigas concessões SCUT do Norte, que receberam portagens em outubro de 2010. O Governo anunciou recentemente que deverá apresentar no final deste mês um diagnóstico sobre os primeiros seis meses de portagens nas ex-SCUT, a partir do qual tomará novas decisões, anunciou o secretário de Estado das Obras Públicas na passada sexta-feira. Sérgio Monteiro, secretário de Estado das Obras Públicas, adiantou que se trata de avaliar o impacto da cobrança de portagens na atividade económica das regiões servidas por estas auto-estradas, mas também de apurar se é necessário reforçar a manutenção e reparação das estradas secundárias, o aumento da sinistralidade e a forma de recuperar o tráfego para as melhores vias. Contudo, o governante escusou-se a referir que tipo de medidas poderão vir a ser anunciadas.

