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Edição de 21-08-2014
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Secção: Sociedade

Município da Guarda e Águas do Zêzere e Côa falam em «falta de oxigénio» e garantem não haver perigo para a saúde pública
Peixes apareceram mortos na Barragem do Caldeirão
Por: Fábio Gomes
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A Barragem do Caldeirão é explorada pela empresa Águas do Zêzere e Côa e abastece o concelho da Guarda
A Barragem do Caldeirão é explorada pela empresa Águas do Zêzere e Côa e abastece o concelho da Guarda
Uma grande quantidade de peixes mortos apareceu na manhã de quinta-feira na Barragem do Caldeirão, que abastece a rede pública do concelho da Guarda. Após alerta de populares, o Serviço de Proteção de Natureza e Ambiente (SEPNA) da GNR, a proteção civil municipal e os Bombeiros Voluntários da Guarda acorreram ao local, onde procederam às operações de limpeza e remoção dos peixes mortos.

Eduardo Matas, coordenador do serviço municipal de proteção civil da Guarda, adiantou que o alerta para o aparecimento de peixes mortos foi dado «na quinta-feira, pelas 8h30». «Foi depois feito um reconhecimento do local, e verificámos que havia muito peixe nas margens, mas também a boiar no meio da albufeira», acrescentou. Para a recolha deste, «foi necessário o recurso a um barco dos bombeiros», revela. No total, foram recolhidos «cerca de 100 quilos de peixe», que posteriormente foram «destruídos em segurança». O responsável sublinha que «não há preocupações quanto à qualidade da água, pois os primeiros indicadores mostram não haver qualquer problema para o consumo de água em termos de saúde pública». Eduardo Matas chama a atenção para o facto de apenas uma variedade de peixe (boga) das várias que povoam a albufeira da barragem do Caldeirão ter sido afetada. «As bogas estão na época da desova, o que faz com que se aproximem muito das margens, e presume-se por isso que tenha sido morte natural, causada por falta de oxigénio devido à descarga de parte do nível de água da barragem», afirmou.

A mesma teoria é avançada por Vítor Santos, vereador da Câmara da Guarda com o pelouro dos Serviços Municipalizados. «A boga é um peixe que se torna muito mais frágil na altura da desova, e pode ter sido essa a causa da mortandade. Nem as bogas mais pequenas, nem as trutas, que são a espécie mais frágil, foram afetadas», referiu. O vereador afasta por isso a tese de contaminação ou envenenamento, salientando que «todos os anos se verifica este cenário, e este ano só aconteceu em maior quantidade devido ao nível mais baixo da água da barragem». Em termos de saúde pública, o autarca diz não haver motivo para preocupação. «A limpeza e remoção dos peixes mortos foi efetuada de imediato, e os primeiros dados avançados pelo delegado de saúde determinam que a água se apresenta própria para consumo», revelou.

Da parte da Águas do Zêzere e Côa, empresa responsável pela captação de água na barragem, o diretor de operações Francisco Miguel diz que «não foi necessário suspender a distribuição para abastecimento público», e confirma a qualidade da água. «As primeiras análises indicam que a água captada tem a mesma qualidade dos últimos dias, e portanto está em perfeitas condições de ser consumida», assegura, acrescentando que «há um técnico da empresa a recolher amostras constantemente, e a analisar a qualidade da água». «Se em algum momento houver perigo para a saúde pública, tomaremos medidas, mas até agora nada há que nos leve a proceder nesse sentido», concluiu.

O tenente-coronel Cunha Rasteiro, do comando territorial da GNR da Guarda, adiantou que o SEPNA «procedeu à recolha de amostras de água e também de alguns peixes mortos, que foram depois enviadas para a Autoridade dos Recursos Hídricos, em Coimbra, para serem analisadas». A GNR espera agora que «essa entidade se pronuncie acerca dos resultados dessas análises, para que se possam extrair conclusões definitivas», o que deverá acontecer no decorrer desta semana.


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