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Edição de 23-05-2013
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Secção: Sociedade

Mãe entrou em trabalho de parto na sua casa em Escarigo e veio de ambulância para a maternidade do Sousa Martins
Nasceu na Guarda a primeira portuguêsa do ano
Por: Luis Martins
Tempo de leitura: 2 m
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Diana nasceu um segundo depois da meia-noite
Diana nasceu um segundo depois da meia-noite
Foi por um segundo que a pequena Diana, nascida no Hospital Sousa Martins, não foi a primeira bebé do ano em Portugal. O mais novo elemento da família Espinha, de Escarigo (Figueira de Castelo Rodrigo), nasceu às 0h01 de sábado de parto normal, segundo o registo da maternidade guardense, pelo que os rebentos nascidos em cima da meia-noite em Coimbra e Vila Franca de Xira foram considerados os primeiros de 2011. Mãe e filha encontram-se bem.

Apesar disso, Diana, que pesou 3,080 quilos, acabou por ser a primeira portuguesa nascida no Ano Novo, já que as outras duas crianças são filhas de imigrantes brasileiros e moldavos. Além disso, é também o primeiro bebé do distrito da Guarda, facto assinalado com pompa e circunstância nessa tarde pelo Governador Civil, que visitou mãe e filha, a quem ofereceu uma moldura para a fotografia. Este nascimento foi considerado um caso de emergência, uma vez que Susana Espinha, de 36 anos, entrou em trabalho de parto na sua casa em Escarigo, a cerca de 70 quilómetros da Guarda. Foi transportada de ambulância para o Sousa Martins ao final da noite, onde Diana veio ao mundo «passados 10 minutos», revelou a enfermeira-directora. Matilde Cardoso acrescentou que há muito tempo que não se dava tal coincidência. «No ano passado, por exemplo, estivemos à espera três dias para que nascesse o primeiro bebé do distrito», recordou.

«É um bom augúrio», considerou Santinho Pacheco, que vislumbrou algum simbolismo neste nascimento. «Pode ajudar, de certa maneira, a contrariar o clima de pessimismo que neste momento grassa particularmente na sociedade guardense», disse. O Governador Civil chamou ainda a atenção para que esta «família humilde» – o pai, de 57 anos, é agricultor e o casal tem dois filhos, de 13 e 7 anos – possa ser ajudada pelas diversas entidades, tendo telefonado de imediato a António Edmundo, autarca de Figueira de Castelo Rodrigo, a pedir o seu contributo. «Vale a pena fazermos um esforço para dar uma ajuda suplementar a esta criança, que traz alegria e esperança a um distrito tão envelhecido», sublinhou.

Santinho Pacheco admitiu igualmente que este caso tem todos os argumentos para a necessidade da maternidade da Guarda: «Se não existisse, esta mãe teria que fazer mais quilómetros de ambulância, pelo que está absolutamente adquirido que a Guarda não pode perder a sua maternidade, nem isso está em cima da mesa actualmente», declarou, lembrando que as novas instalações do Hospital Sousa Martins estão «quase aí, certamente que o primeiro bebé de 2012 já nascerá lá».


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