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Edição de 20-07-2017
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Secção: Cara a Cara

Cara a Cara - Entrevista: António Lopes
«A propensão para o conflito que o presidente demonstra não é benéfica para o Covilhã»
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António Lopes
António Lopes
P – Mantém a intenção de se demitir do cargo de presidente da Assembleia-Geral do Sporting da Covilhã?

R – Em princípio sim. Há uma Assembleia-Geral [amanhã] e vamos ver como decorre. Mas tudo indica que me irei demitir.

P – Quais as principais motivações que o levam a tomar essa atitude?

R – Ao longo desta época houve um conjunto de situações de alguma conflitualidade com diversos agentes, como a comunicação social ou os sócios. Outra das motivações prende-se com a instabilidade com que decorreu a planificação das épocas anteriores e o seu desenvolvimento. Relembro que o Sporting da Covilhã em cinco anos teve 11 treinadores. Na época 2009/2010 houve três treinadores e estivemos à beira da descida de divisão. Não me revejo nesta situação. Foi isto que tentei transmitir ao presidente da direcção, num jantar a 10 de Maio. Disse-lhe que estava disposto a contribuir para a preparação da nova época, de forma a evitar estas situações. Não recebi qualquer resposta positiva e entendi isso como uma desconsideração. Tirei daí as minhas ilações.

P – Sente que os órgãos sociais podem “cair” na Assembleia-Geral?

R – Não. Contactei algumas pessoas para liderarem um projecto, no sentido de evitar um vazio directivo, porque me sentia na responsabilidade de repor a normalidade. Tive resposta positiva de praticamente toda a gente e se os sócios entenderem que deve haver uma nova direcção, haverá. Eu quis colocar o problema aos sócios dada a reacção do presidente quando soube que as pessoas estavam a ser contactadas. Eu já pensava que a melhor solução para o clube não passava por José Mendes e depois desses desenvolvimentos entendi que a propensão para o conflito que este presidente demonstra não é benéfica para o clube. Não quis ficar com a responsabilidade de ser acusado de ter “lavado as mãos como Pilatos”, abandonar e clube, deixando-o a enfermar dos males que eu já considerava que precisavam de remédio.

P – A que se refere em concreto?

R – No passado dia 23 de Junho tive conhecimento que houve uma reunião – que não me foi comunicada - com os demais elementos da Mesa da Assembleia-Geral, a quem foi pedido que assinassem um compromisso de que não se demitiriam. Apercebi-me que havia aqui uma continuidade no tal clima de conflitualidade e um apego anormal ao poder, entre outras coisas, que por uma questão de respeito pelo clube não vou referir. Houve algumas desconsiderações para comigo - até como benemérito do clube - que me desgostaram bastante, não por mim, mas porque acho que o Sporting da Covilhã não está em condições de desperdiçar apoios e muito menos de os hostilizar.

P – Tendo em conta todo este contexto, teme uma crise directiva?

R – Não, isso não prevejo. Se os sócios se decidirem pela destituição dos órgãos sociais, na terça-feira será publicada a convocatória para eleições e penso que estará formada pelo menos uma lista em tempo útil. Acredito que o actual presidente também apresentará uma. Não faço isto por uma questão de assalto ao poder, não quero ter nenhum cargo executivo. Mas faço questão de arranjar uma boa solução para o clube. Se eu tiver que permanecer no cargo, ficarei e é isso que farei, no limite. Também não tomo esta atitude por estar desencantado com o clube, mas porque há condições para se fazer melhor.

P – Até que ponto esta instabilidade pode afectar o início dos trabalhos da equipa?

R – Quero pensar que não afectará, apesar de reconhecer que não é bom para a equipa. Não tenho nada contra as contratações e o treinador enquadra-se no perfil indicado. Foi feito um contrato por dois anos e já é um bom princípio. Não vejo porque é que a equipa há-de estar preocupada. O clube está financeiramente estável e eles só têm que ser profissionais, até porque esta “guerra” não é com eles. Desejo-lhes um bom trabalho e que consigam estar à margem desta situação.

P – Ambiciona um dia ser presidente do Sporting da Covilhã?

R – Não. No limite, serei novamente presidente da Mesa da Assembleia-Geral, se as pessoas que liderarem o próximo projecto assim o entenderem e se voltar a merecer a confiança dos sócios.


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