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Arquivo: Edição de 17-09-2009

Secção: Em Foco

Qualidade dos “néctares” da Beira Interior está assegurada, segundo Comissão Vitivinícola
Região deve produzir 19 milhões de litros de vinho
Por: Ricardo Cordeiro
Tempo de leitura: 4 m
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Calor intenso de Agosto levou a que as uvas ficassem «menos cheias»
Calor intenso de Agosto levou a que as uvas ficassem «menos cheias»
Embora o Verão quente tenha levado a uma antecipação generalizada das vindimas na região, as expectativas da Comissão Vitivinícola Regional da Beira Interior (CVRBI) apontam para números semelhantes aos da campanha do ano passado, que rondou os 19 milhões de litros de vinho. Por outro lado, acredita-se que a qualidade dos vinhos da região continuará a ser boa.

Ainda assim, os números previstos para a campanha deste ano denotam uma «quebra de 25 a 30 por cento em relação ao que era normal», sendo de salientar que já em 2008 e ainda mais em 2007 se verificaram reduções na produção. Deste modo, a média dos últimos cinco anos é de 28 milhões, enquanto que em 2008 a colheita se ficou pelos 19 milhões, mais seis que no ano atípico de 2007. Já em 2006 e 2005, produziram-se 35 milhões de litros de vinho, o que «era a média para um ano bom», salienta Rodolfo Queirós, técnico da CVRBI, que explica a menor quantidade de vinho com o «arranque definitivo de muitas vinhas, a reconversão de outras», assim como o facto de os produtores também irem «envelhecendo». Precisamente devido a estes factores, o engenheiro reconhece que, nos próximos anos, «será complicado voltar ao registo de 35 milhões», daí que «o mais normal será «estabilizar pelos 20, 19 milhões», o que «já é um número bastante bom». Salienta ainda que «o que é rentável é fazer vinhos de qualidade», frisando que «pelo menos a curto prazo penso que será difícil aumentar-se» a produção. Já sobre a qualidade, salienta que o «teor alcoólico costuma ser bom e em termos de qualidade espero que seja um ano bastante bom», frisando que «houve um adiantar de ciclo nas próprias adegas de 15 dias», devido ao «Verão bastante quente que potenciou o desenvolvimento das uvas». O técnico da CVRBI indica que um quilo de uvas dá, em média, 0,75 litros de vinho, daí que, à partida, os 19 milhões de litros de vinho esperados equivaleriam a 25 milhões de quilos de uvas.

No entanto, este ano, esta situação pode não ser bem assim, perspectiva o presidente da Adega de Pinhel: «Vão ser precisos muito mais quilos de uvas para se fazer um litro de vinho porque as uvas estão menos cheias. Por isso, é mais difícil prever quantos litros vamos fazer», realça. Agostinho Monteiro considera que 2009 está a ser um ano «complicado», uma vez que em Abril e Maio «houve bastantes geadas e frio», enquanto que «Agosto e Setembro muito quentes». Deste modo, será um ano «mais fraco» em termos quantitativos, e em vez dos habituais 19 milhões quilos de uvas, este ano «pensamos ficar perto dos 12 milhões de quilos de uvas», o que acarreta «prejuízos significativos». Não obstante a redução na quantidade, o responsável sustenta que as expectativas são «muito boas em termos qualitativos», esperando vinhos de «boa qualidade e alto teor alcoólico». A Adega de Pinhel começa a receber uvas amanhã numa campanha que se estende até 19 de Outubro.

Por seu turno, no concelho vizinho de Figueira de Castelo Rodrigo, o presidente da Adega defende que não pode fazer «nenhumas previsões», por ser «sempre imprevisível» e envolver «vários factores». Aurélio Bolota frisa que «como produtor espero que a qualidade seja boa» e «provavelmente melhor» que o ano passado. Quanto à recolha das uvas começou ontem e «normalmente demora entre duas a três semanas», mas também é «imprevisível», considera. Já na Adega da Covilhã, a campanha «já vai a mais de meio», terminando na próxima quarta-feira, dia 23, e «em termos de qualidade», a uva está «muito boa, excelente», assegura Francisco Matos Soares. O presidente desconhece quantos quilos de uvas já foram recolhidos, daí também preferir não falar em números, embora as condições climatéricas «adversas» como as «geadas e granizo» e a contingência da última quinzena de Agosto ter sido «muito quente», o que tornou as uvas «mais secas», façam antever que a nível de quantidade «não seja muita», realça.


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