Última Hora | RSS RSS | Arquivo | Ficha Técnica | Classificados | Inquéritos | Fórum | Futebol | Tempo | Farmácias | Publicidade | Newsletter | Pesquisa Avançada | Contactos | Área de Assinantes
Edição de 25-09-2014
Pesquisa:

Arquivo: Edição de 02-07-2009

Secção: Sociedade

Segundo Concurso de Vinhos da Beira Interior entregou cerca de 30 prémios, incluindo cinco medalhas de ouro
Vinho da Quinta dos Currais considerado o melhor da Beira Interior
Por: Ricardo Cordeiro
Tempo de leitura: 4 m
Bookmark and Share
Aumentar Tipo de LetraDiminuir Tipo de Letra

Quinta dos Currais arrecadou ainda duas medalhas de ouro e uma de prata
Quinta dos Currais arrecadou ainda duas medalhas de ouro e uma de prata
O Quinta dos Currais – Colheita Seleccionada (branco, 2007) é o melhor vinho com Denominação de Origem Controlada (DOC) da Beira Interior. O galardão foi entregue na noite do último sábado, durante um jantar realizado no Arquivo Distrital da Guarda, em que foram conhecidos os restantes premiados do 2º Concurso de Vinhos da Beira Interior, organizada pela Comissão Vitivinícola Regional da Beira Interior (CVRBI) e pelo NERGA – Associação Empresarial da Guarda.

A Quinta da zona da Capinha (Fundão) esteve em grande neste certame, pois, entre outras distinções, viu ainda o Quinta dos Currais – Reserva (tinto, 2003) arrecadar outra medalha de ouro. Outros néctares distinguidos com o ouro foram o Almeida Garrett – Chardonnay (branco, 2008), o Quinta dos Termos – Reserva do Patrão (tinto, 2006) e o Quinta do Cardo – Selecção do Enólogo (tinto, 2005). A prova dos 65 vinhos a concurso decorreu em meados do mês passado, sendo os 29 distinguidos agora conhecidos. Manuel Rodrigues, da Quinta dos Currais, confessa que ficou «muito satisfeito» por ter recebido o mais alto galardão do certame, salientando que é positivo «ter este mérito e este reconhecimento» pelos vinhos que «produzimos». «Este é um trabalho de equipa e acho que estamos todos de parabéns», enfatizou o produtor. Igualmente emocionado, o enólogo da propriedade explicou que o vinho vencedor provém de «três castas fantásticas», sendo um vinho «extremamente poderoso e muito elegante», reforçou. Carlos Silva acrescentou ainda que se trata de um vinho «que tem tudo de bom» e que «dentro do vinho internacional não fica aquém dos melhores», assegurou. O especialista salientou que «depois de fazer uma boa uva importa retirar e transmitir tudo isso para o vinho e é isso que nós trabalhamos», resumiu.

Quanto ao presidente do júri de 16 elementos, entre enólogos e representantes de uma revista especializada e de outras comissões vitivinícolas, salientou que o resultado final do Concurso é «muito encorajador», até porque os critérios de avaliação foram «muito objectivos»: «Os provadores vieram de todas as regiões vitivinícolas. As pontuações são insuspeitas e houve uma grande quantidade de prémios, incluindo medalhas de ouro e de prata. Penso que o resultado é inteiramente satisfatório», considerou Galhardo Simões, salientando que «hoje a Beira Interior já conta. Antes a região Centro era só o Dão e a Bairrada e agora já estamos a falar de um tripé e não de um dueto». Sobre o vinho vencedor é «muito bom», sustentando que é «simpático e um facto significativo» ter sido um vinho branco a ganhar. É que os vinhos brancos «estiveram abandonados durante muito tempo. O consumidor desdenhou o vinho branco durante anos a fio e hoje esse mercado recrudesceu e tem um potencial enorme», realçou.

Já Pedro Tavares, presidente do NERGA, agradeceu a participação de «todos os embaixadores da Beira Interior que, no fundo, são todos os produtores que aqui estiveram, quer os que subiram ao palco, quer os que não subiram, mas que são merecedores do nosso agradecimento». Sobre a iniciativa, defendeu que a «amadurecemos. Penso que daqui para a frente todos nós vamos ter a ganhar, principalmente a nossa região». Por seu lado, João Pedro Esteves, presidente da CVRBI, evidenciou a qualidade revelada pelos vinhos a concurso, aproveitando para «agradecer aos nossos patrocinadores que contribuíram para que este concurso fosse possível».

No concurso participaram vinhos tintos, brancos, rosados e espumantes de 20 produtores da região, classificados com a Denominação de Origem Controlada (DOC) Beira Interior ou como Vinho Regional Beiras.

Novos membros na Confraria dos Enófilos da Beira Interior

foto
Pedro Tavares, presidente do NERGA, Jorge Mendes, presidente do IPG, João Queiroz, novo reitor da UBI, e o médico João Correia são quatro dos novos confrades da Confraria dos Enófilos da Beira Interior entronizados na quarta cerimónia do género, que decorreu no passado sábado no pequeno auditório do TMG, antes do jantar de entrega dos premiados do 2º Concurso de Vinhos. À semelhança do que ocorreu há cerca de um ano quando foram entronizados confrades personalidades como Pinto Monteiro, Gomes Canotilho ou Castro Guerra, a Confraria deu primazia a pessoas de notoriedade na região, salientou o mordomo-regedor, José Almeida Garrett: «Tentamos sempre que pessoas notáveis adiram à Confraria porque nos ajudam a defender e a promover esta região», salientou o equivalente a presidente da direcção e produtor de vinhos. O responsável explicou ainda que «queremos aliciar as pessoas a fazerem parte da Confraria e de todos os seus eventos que têm por finalidade divulgar e promover os vinhos da Beira Interior como vinhos de qualidade e que ultrapassem as fronteiras regionais para o âmbito nacional e mesmo internacional». A Confraria tem actualmente 89 confrades.


Votar:
Resultado:
48 Votos
Imprimir Artigo
Enviar por Email
Comentário Privado
Comentário Publico
Adicionar Favoritos

Comentários dos nossos leitores
luis de jesusluiscatina@sapo.pt
Comentário:
Pelo pograma da RTP1 dedicado às vindimas fiquei a conhecer melhor a Confraria dos Enófilos da Beira Interior. Alegra-me saber que dela fazem parte física descendentes de duas ilustres figuras da nossa literatura clássica. Eu resido na zona de Cantanhede e por estas bandas os vinhos da Beira Interior não são muito procurados nem apreciados. Acho que existem muitíssimas marcas de vinho portuguesas para a procura e consumo no mercado nacional; pela razão de sermos cada vez menos a beber vinhos maduros e a concorrência de vinhos que nos chegam do Chile, da Argentina e da Austrália. Os vinhos chilenos são de muito boa qualidade e o preço e convidativo.
 

Diga o que pensa sobre este artigo. O seu comentário será publicado online após aprovação da redacção.

Comentários Nome
Email
Código de VerificaçãoInsira os algarismos da figura
Anónimo
MEO Kanal 401262
© 2009 O Interior | Rua da Corredoura, 80 - R/C Direito C - 6300 Guarda | Telefone geral: 271 212 153 - Publicidade: 271 227 349 - fax: 271 223 222
Produzido por ardina.com, um produto da Dom Digital. Comentários sobre o site: webmaster@domdigital.pt.