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Edição de 19-10-2017
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Secção: Cultura

Músico alentejano atraiu mais de um milhar de pessoas à aldeia da Castanheira no último fim-de-semana
Vitorino cantou e encantou
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«Foi espectacular!», exclamava um dos espectadores mais entusiastas do concerto que Vitorino deu na noite do último sábado na aldeia da Castanheira, concelho da Guarda. O cantor alentejano atraiu mais de um milhar de pessoas ao Largo do Outão, naquela que terá sido o dia mais forte de mais uma edição do Festival de Cultura Tradicional da aldeia. Fazendo jus ao mote do Festival, organizado pela Associação Juventude Activa da Castanheira, o músico, que já comemorou 30 anos de carreira, cantou romances durante quase hora e meia.

Pouco depois de subir ao palco, Vitorino confessou ao muito público presente ter ficado «muito surpreendido» por ter sido convidado para vir cantar romances a «uma aldeia que fica quase nos confins de Portugal e que não quer deixar morrer esta tradição», sublinhou. O músico, sempre acompanhado da sua inevitável bóina, mostrou-se bastante comunicativo e interactivo, não deixando de beber uns goles do «belo vinho» da Quinta do Cardo e de brincar com o facto do relógio do Largo estar parado: «Estou a pensar vir para cá. O tempo aqui não passa», gracejou, o que lhe mereceu mais um prolongado aplauso. Depois de se despedir dos espectadores, Vitorino foi autenticamente "obrigado" a continuar em palco, perante a muita insistência da assistência. Assim, fez questão de colocar o público a cantar a clássica "Menina estás à janela", tendo lançado o repto para os espectadores irem dançar para a sua frente e ainda foram alguns aqueles que aceitaram o desafio. Foi o caso de Avelino Rabaça, que não se cansou de aplaudir e cantar durante todo o concerto e que, curiosamente, utilizava uma bóina, em tudo, semelhante à da "estrela" da noite. «Foi um concerto espectacular. É o costume do Vitorino», considerou o habitante da freguesia vizinha de Pousade. Quem também não resistiu a um "pé de dança" foi Francisco Proença, vindo propositadamente do Marmeleiro para ver o espectáculo, e que, na noite de sábado sentiu «orgulho de ser português», sublinhou. De resto, considerou mesmo que «é uma honra termos espectáculos destes nas nossas aldeias. Isto é que é a essência do nosso povo», frisou, reconhecendo que o Vitorino o surpreendeu «muito e pela positiva»: «A postura dele já se conhecia, mas o tom, a forma como cantou, acho que foi espectacular. Surpreendeu-me muito pela categoria do espectáculo, pela clareza e pela transparência», reforçou.

Público foi «fantástico»

Igualmente satisfeito com a receptividade que encontrou na Castanheira ficou Vitorino que, no final do espectáculo, afirmou ter encontrado um público «fantástico. Atento, não é muito triunfal. Bate as palmas quando gosta e, acima de tudo, não se foi embora, porque os romances corriam o risco de serem um género muito cansativo e repetitivo porque a oferta, agora, é sempre de décibeis muito altos, música muito ritmada e em inglês», constatou. Neste sentido, considerou «interessantíssimo» ver uma aldeia do interior organizar um festival subordinado aos romances, uma vez que «é muito interessante retomar este gosto pela palavra e pela tradição oral», enalteceu. O artista gostou tanto de actuar na Castanheira que deixa a porta aberta para «voltar» em próximas edições. Para não fugir à regra, também Víctor Gonçalves, vice-presidente da Juventude Activa da Castanheira, ficou contente com o espectáculo e com a assistência que ultrapassou as mil pessoas e recorde-se que o preço de entrada foi de cinco euros. De resto, o milhar de espectadores ficou «dentro das expectativas» da organização, até porque a Associação «não quer fazer disto um festival de massas. Não podemos ir muito além disto. Não queremos aqui cinco mil pessoas, porque isso é incomportável numa aldeia», completou.

Ricardo Cordeiro


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