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Edição de 26-08-2010
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Secção: Cara a Cara

Cara a Cara - Entrevista: João Canavilhos
«O Urbi et Orbi é mais uma janela para dentro da UBI»
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João Canavilhos
João Canavilhos
P - Que balanço faz destes dez anos de Urbi et Orbi?

R – É positivo. Ao fim de dez anos estamos a cumprir os três objectivos fundamentais a que nos propúnhamos, ou seja, funcionar como um laboratório para os estudantes, divulgar a universidade – e temos verificado que muitas das notícias que saem nos órgãos de comunicação social regionais e nacionais têm origem naquilo que são as notícias semanais do Urbi. E funciona como um laboratório para a investigação, uma vez que a própria linguagem que utilizamos e o software são o resultado da investigação desenvolvida no LabCom.

P – Consegue identificar o momento mais importante ao longo destes 10 anos e o mais complicado?

R – Além do próprio nascimento do Urbi, o momento mais importante terá sido quando passámos a utilizar uma nova linguagem que integra vídeo e áudio, uma vez que nessa altura era o único jornal onde isso era feito. O momento mais complicado podemos dizer que foram os vários anos em que o chefe de redacção era alguém que fazia o estágio e, portanto, de nove em nove meses, e quando essa pessoa já estava dentro do nosso esquema de funcionamento, saía. Essa situação alterou-se a partir do momento em que passámos a ter uma pessoa fixa na redacção.

P – Que peso tem o jornal e o respectivo suporte na Internet na formação dos alunos?

R – É a importância que tem um laboratório, que permite aos alunos fazer as partes práticas das disciplinas e mostrar o seu trabalho. A grande mais-valia do Urbi é agarrar nos trabalhos dos alunos e mostrá-los na web, podendo ser acedidos a partir de qualquer lugar. No fundo, funciona como um portfólio dos alunos, que podem mostrar o seu trabalho a qualquer entidade empregadora à distância de um simples clique.

P – Nesse sentido, considera que seria mais difícil aos alunos de Ciências da Comunicação a afirmação no mundo do jornalismo se o Urbi não existisse?

R – Penso que sim. Por exemplo, aconteceu recentemente que uma empresa veio ter connosco e pretendia recrutar licenciados nossos porque conhecia o trabalho que fazíamos na web.

P – Em que medida é que contribuiu para a mudança de paradigma jornalístico na região?

R – Havia uma certa dificuldade em conseguir informação com origem na UBI, que, por vezes, era muito hermética. O que temos feito é descodificar o trabalho feito na instituição, ou seja, somos mais uma janela para dentro da UBI.

P – Por ocasião deste décimo aniversário, o Urbi remodelou a sua página de Internet. É só uma questão estética, ou apresenta outro tipo de funcionalidades e inovações?

R – Por um lado, é uma questão estética, porque no final de uma década achámos que devíamos refrescar a imagem do Urbi. Por outro lado, há também pequenas alterações que foram introduzidas e que procuram ligar mais os conteúdos da UBI a uma nova realidade que são as redes sociais, por forma a difundir os conteúdos e tentar chegar a mais pessoas.

P – Que novos desafios se apresentam ao Urbi?

R – O novo desafio do Urbi é, definitivamente, trabalhá-lo agora no campo do online. Aquilo que estamos a fazer neste momento é adaptar os conteúdos que temos àquilo que pensamos que é o futuro do jornalismo, o jornalismo para dispositivos móveis.


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